Voo livre: a maneira mais pura de se estar no ar

Em São Conrado, Rio de Janeiro, a Rampa da Pedra Bonita é reduto de fãs e profissionais do voo livre.

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Em julho de 1974, o francês Stephan Segonzac decolou do alto do Corcovado, clássico ponto turístico do Rio de Janeiro. Era a primeira vez que a modalidade do voo livre ganhava os ares da Cidade Maravilhosa. O feito rapidamente despertou interesse de surfistas e velejadores, que passaram a trocar a prancha e o barco pela asa delta. Até hoje, a capital fluminense segue como um dos lugares mais procurados para voar.

As duas principais modalidades que constituem o voo livre são o parapente e a asa delta. Eles se aproveitam das variações térmicas e do vento, o que permite voar grandes distâncias ou apenas localmente, adequando a trajetória e possibilitando pouso em ponto selecionado pelo piloto. No Brasil inteiro a prática é disseminada, com aproveitamento da geografia do País e de seu clima tropical.

A cidade do Rio de Janeiro (conhecida por se situar à beira-mar, mas ao pé das montanhas) é destino imperdível para os amantes do voo livre. O local de decolagem mais famoso da capital carioca é a Rampa da Pedra Bonita, no bairro de São Conrado, a 520 metros de altura, com vista para a Barra da Tijuca, o Corcovado, a Lagoa, Ipanema, Leblon, Rocinha e Vidigal. A aterrissagem é concluída na Praia do Pepino, a 3 km do início do passeio. O turista interessado em fortes emoções deve procurar as escolas de instrução disponíveis e agendar horário.